Entrevista aos Sensible Soccers
- 25 de abr. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de out. de 2022
Os fragmentos dos outros e a continuidade que nos damos permitem-nos encontrar uma linguagem cada vez mais clara?
- Os outros ou o trabalho dos outros é sempre importante para nós. Não só na área da música como também noutras disciplinas sejam elas artísticas ou não. Servem de inspiração e referência para a criação.
Depois é importante fazer a música como um exercício e ir depurando o discurso e a identidade.

Sem música não há dança ou o silêncio traz-nos mais liberdade?
- Silêncio não é música nem é o terreno que leva à dança.
É a música que leva à dança mas o silêncio é muitas vezes importante na música.
Um espetáculo (performance) é sempre um espetáculo (maravilha)?
- Uma performance é sempre um acto de coragem e nesse aspecto é por si só uma maravilha.
Agora se o espetáculo é maravilhoso depende do seu conteúdo e forma e da opinião de quem o vê.
Há sempre uma parte nossa que morre e outra que (re)nasce?
- Há sempre coisas que vão sendo deixadas para trás mas podem não morrer e ser só esquecidas temporáriamente. E há sempre coisas novas que vão surgindo ou então são coisas velhas que com o caminho ganham novas formas.
Só a inquietação nos permite a fuga para o desconhecido e a sua construção?
- A inquietação é muitas vezes o motor para fazer e procurar aquilo que queremos. E muitas vezes o que queremos é desconhecido, não fazemos bem ideia de onde vamos chegar.
E de música: o que têm ouvido? - Cada um anda a ouvir as suas coisas mas deixamos aqui 3 nomes:
Fernando Lopes-Graça, sobretudo a sua obra coral à capella, Woo e Nuno Canavarro.

Fotos: Vera Marmelo ;))
Oiçam o fantástico novo disco deles ('Aurora'): https://sensiblesoccers.bandcamp.com/album/aurora
Entrevista feita por escrito
15 anos




Comentários