Entrevista a Inês Meneses
- 19 de fev. de 2016
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de out. de 2022
Como começou a fazer rádio?
Foi assim como num piscar de olho! O meu irmão jornalista apercebeu-se da minha voz quando eu tinha 16 anos e fui experimentar. Nunca mais saí de 'lá'.

Qual é o critério para escolher os entrevistados para o "Fala com Ela"?
Gosto de sentir alguma proximidade ou curiosidade em relação ao convidado. Tenho de sentir algum tipo de afinidade para passar uma hora com aquela pessoa, como quem vai tomar um café. É para mim um acto íntimo que pressupõe vontade.
É interessante e mágico as pessoas imaginarem um radialista quando apenas sabem como é a sua voz. Prefere que os ouvintes não saibam como é?
Não, por acaso gosto que saibam como sou. No fundo é como no amor: ver o todo sem mais disfarces e amar por cima de tudo isso. Saber como somos não quebra o mistério. O mistério está muito dentro de nós. É isso que é fascinante nas pessoas.
Os ouvintes são a sua família. Também os imagina?
Claro. Sinto muito a força deles, os ecos deles fazem de mim todos os dias melhor pessoa. O que tenho para lhes dar hoje em dia é mesmo o meu melhor.
Na rádio ninguém a vê, mas na televisão não é bem assim… É um motivo para preferir a rádio à televisão?
Rádio para mim é casa, é conforto, solidão acompanhada. Pode ser de dia e sentirmo-nos de luz apagada, numa intimidade rara. A televisão tem o seu fascínio mas nunca nos dará isso.
Num trabalho destes deixamo-nos voar e não nos prendemos à rotina?
Sim claro. Eu preciso da rádio e de ir trabalhar todos os dias como quem garante a sua sanidade mental. A vida está cheia de surpresas: é preciso agarrá-las. Na rádio elas não param de acontecer. Mas como em tudo, temos de querer muito que a vida aconteça.
Foto: Vera Marmelo
Entrevista feita por escrito
Tinha 12 anos




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